queremos tudo

Havia, em casa do Miguel, um postal que dizia “queremos tudo” – ou estarei a fazer confusão? Foi há muito tempo e nessa altura eu não queria mais do que já tinha. Voltei a pensar nisso no México, depois do francês me perguntar se sou greedy: ávida, gananciosa, gulosa, voraz, insaciável, lambona. Ó, sim, eu quero tudo, só ainda não percebi como dar forma (uma única forma) ao múltiplo. Devia ser fácil, dado que é essa a natureza de tudo, ou de cada um. Uma explosão é, apesar de tudo, uma. Mas será que ela se vê assim?

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