sem vergonha

  1. Li uma entrevista onde a Tatiana diz que quando uma ideia não tem força para manter o interesse dela vivo, a abandona. Quanto a mim, não tenho a certeza se sou em que abandono as ideias ou se são elas que me abandonam a mim.
  2. Não acho que esteja a mentir quando explico ao Pedro que nunca quis ser escritora e que esse ideal (mais do que possibilidade) me foi sugerido pelo mundo. Nunca escrevi para ser alguma coisa – escrevo, isso sim, e desde sempre, para falar com todos [os meus amigos] ao mesmo tempo. 
  3. O ouvido colectivo a quem destino cada post não é anónimo nem ideal. Escrevo para as pessoas com quem converso.  
  4. Neste momento, nem isso. Não estou a falar com ninguém. Não tenho qualquer recado. Estou a organizar as ideias. Em público, sim, mas isso é porque sou uma exibicionista sem vergonha. 

 

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